Entre os burburinhos das folhas ainda árvore,na pressa das formigas,céu indeciso,vento ausente,pedras cantantes sob os pés.
Repousei minha mente em uma flor seca,pintada de vida,cercada de morte,livre,sendo flor e não pedaço de uma árvore,órfã de seiva,da estabilidade,acolhida pelo chão,ansiosa por ventanias que a leve para outros terrenos.
A solidão poderia ser triste,o desamparo algoz mas o que me fez descansar foi o rosa teimoso e o marrom resultante do se desprender.
Autonomia que rasga fácil e pra isso foi preciso força.
Nada está morto! O rosa entremeado me acalmou.
Eu sempre fixada nos paradoxos. Temo meu vício neles mas quem sabe eles tenham algo para me ensinar?
Eu sou paradoxo,só assim que me conheço,na minha constante contradição do sentir.
Flor de duas cores,duas histórias invertidas,enquanto adormecia no despertar da minha verdade.
Maior que o céu,menor que formigas,ouvindo as pedras,aguardando vento.
Caindo para ser livre,carregando a vida insistente curada em sua própria dor.
(Ju Alexandrina)
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