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Ecoar poetizando

Público·10 membros

Beijo o vazio por ele me abraçar com a possibilidade do infinito. E o infinito é breve. Terra seca ou flor desabrochada? Amo minhas camadas! Me assustam,confesso e gosto do compasso irregular do meu pulso. Muitas dúvidas quando o vazio me habita,chega a ser dor. Mas eu beijo com minha camada disforme,o nada se faz meu espelho. Estou sozinha nesse beijo,nesse aperto do infinito irregular. Estar sozinha é saber que ainda estou aqui? Sim! Nunca foi sobre o tanto que está no entorno. É sobre aqui dentro,anestesiado por vezes. Por vezes detesto essa intensidade! Uma hora minha boca está seca e em outra é rosa que beija o vazio. Dormência ou fratura exposta. Não há escapatória e o relógio não perdoa. Devo esperar que tudo se abrande? Eu vou é brincar na varanda! O vendaval me toca nesse meio abrigo. Nem me importo se voarem as pétalas,já beijei o vazio muitas vezes e ele me disse que tudo é a última vez e uma nova chance. Caiu chuva na varanda mas estávamos abraçados. Quem sabe não haja fratura e tão pouco anestesia,só mais um momento eterno que não precisa de dor nem de prazer.



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