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Porque tudo é raro agora e meu coração se inquieta no peito
O que era nossa música agora é silencio
A falta do que foi arrancado
Pensei que fosse único o dia em que foram tirados de mim
Dor de parto
Não um parto normal
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Beijo o vazio por ele me abraçar com a possibilidade do infinito. E o infinito é breve. Terra seca ou flor desabrochada? Amo minhas camadas! Me assustam,confesso e gosto do compasso irregular do meu pulso. Muitas dúvidas quando o vazio me habita,chega a ser dor. Mas eu beijo com minha camada disforme,o nada se faz meu espelho. Estou sozinha nesse beijo,nesse aperto do infinito irregular. Estar sozinha é saber que ainda estou aqui? Sim! Nunca foi sobre o tanto que está no entorno. É sobre aqui dentro,anestesiado por vezes. Por vezes detesto essa intensidade! Uma hora minha boca está seca e em outra é rosa que beija o vazio. Dormência ou fratura exposta. Não há escapatória e o relógio não perdoa. Devo esperar que tudo se abrande? Eu vou é brincar na varanda! O vendaval me toca nesse meio abrigo. Nem me importo se voarem as pétalas,já beijei o vazio…
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Entre os burburinhos das folhas ainda árvore,na pressa das formigas,céu indeciso,vento ausente,pedras cantantes sob os pés.
Repousei minha mente em uma flor seca,pintada de vida,cercada de morte,livre,sendo flor e não pedaço de uma árvore,órfã de seiva,da estabilidade,acolhida pelo chão,ansiosa por ventanias que a leve para outros terrenos.
A solidão poderia ser triste,o desamparo algoz mas o que me fez descansar foi o rosa teimoso e o marrom resultante do se desprender.
Autonomia que rasga fácil e pra isso foi preciso força.
Nada está morto! O rosa entremeado me acalmou.
Eu sempre fixada nos paradoxos. Temo meu vício neles mas quem sabe eles tenham algo para me ensinar?
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Grupo com intuito de partilha de poesias,textos,reflexões. Como podemos transformar vivências dolorosas em poesia? Nós somos poesia!
Não se preocupe com julgamento na esfera gramatical,de estilo,de tema. Só deixe ecoar aquilo que está aí dentro e juntas formar algo belo mesmo na dor.