Entre os burburinhos das folhas ainda árvore,na pressa das formigas,céu indeciso,vento ausente,pedras cantantes sob os pés.
Repousei minha mente em uma flor seca,pintada de vida,cercada de morte,livre,sendo flor e não pedaço de uma árvore,órfã de seiva,da estabilidade,acolhida pelo chão,ansiosa por ventanias que a leve para outros terrenos.
A solidão poderia ser triste,o desamparo algoz mas o que me fez descansar foi o rosa teimoso e o marrom resultante do se desprender.
Autonomia que rasga fácil e pra isso foi preciso força.
Nada está morto! O rosa entremeado me acalmou.
Eu sempre fixada nos paradoxos. Temo meu vício neles mas quem sabe eles tenham algo para me ensinar?